Vereadora Eliza Virgínia critica suposto elo entre facções e política após denúncias em Cabedelo

A vereadora Eliza Virgínia fez duras declarações nesta terça-feira (14) ao comentar as recentes denúncias envolvendo a gestão municipal de Cabedelo. Em fala pública, a parlamentar levantou preocupações sobre possíveis ligações entre agentes políticos e facções criminosas, destacando o que classificou como um cenário preocupante para a democracia.

Durante o pronunciamento, Eliza citou o caso do prefeito recém-eleito da cidade, que estaria sendo investigado por suspeitas de envolvimento com o tráfico e desvio de recursos. Segundo ela, as denúncias incluem uma possível relação com organizações criminosas e um esquema que estaria sendo apurado por operação da Polícia Federal, envolvendo valores que podem chegar a R$ 270 milhões. A vereadora ressaltou, no entanto, que não cabe condenação antecipada, já que o caso ainda está sob investigação.

A parlamentar também afirmou que há relatos recorrentes de políticos que precisariam pagar para ter acesso a determinadas comunidades, o que, segundo ela, indicaria a existência de um sistema paralelo de controle territorial. Eliza destacou que, em sua trajetória política, optou por não se submeter a esse tipo de prática, mesmo quando foi impedida de entrar em algumas localidades.

O Paraíba Atualiza apurou que a vereadora relembrou episódios vividos durante campanhas eleitorais, quando apoiadores teriam sido intimidados e obrigados a retirar materiais políticos em comunidades específicas. Ela citou situações ocorridas nos pleitos de 2018 e 2022, afirmando que houve restrições à atuação política em áreas dominadas por facções.

Além disso, Eliza Virgínia fez críticas ao governo federal, associando o que considera uma maior liberdade de atuação das facções criminosas à postura da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a vereadora, há uma tolerância excessiva que contribui para o fortalecimento desses grupos.

O Paraíba Atualiza verificou que, apesar das declarações contundentes, a parlamentar reforçou que as acusações devem ser devidamente investigadas pelas autoridades competentes, respeitando o devido processo legal. Ainda assim, ela alertou para o risco de infiltração do crime organizado na política e defendeu maior rigor no combate a essas práticas.

Ao final, Eliza afirmou que a democracia brasileira enfrenta ameaças diante desse cenário e cobrou atenção da sociedade e das instituições para impedir o avanço de organizações criminosas dentro da estrutura política.

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Rômulo Teodorico

Rômulo Teodorico é jornalista formado pela UFPB, com ampla experiência em assessoria parlamentar e institucional. Fundador do portal Paraíba Atualiza, dedica-se à comunicação regional com foco em credibilidade e informação de qualidade.