A mudança na coloração da água, o mau cheiro e a morte de peixes no Açude Velho, um dos principais cartões-postais de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, chamaram a atenção da população nos últimos dias e geraram grande repercussão nas redes sociais. Diante da situação, a Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) divulgou, neste domingo (11), uma nota oficial explicando as causas do problema.
De acordo com o que o Paraíba Atualiza apurou, o fenômeno registrado no Açude Velho está associado à eutrofização, um processo ambiental que ocorre quando há excesso de nutrientes na água, principalmente nitrogênio e fósforo. Esse cenário favorece a proliferação de algas e micro-organismos, situação comum em períodos de altas temperaturas, pouca circulação da água e redução das chuvas, características desta época do ano.
Ainda segundo a nota da Prefeitura, com o passar do tempo, essas algas entram em decomposição e consomem grande parte do oxigênio dissolvido na água. Esse processo provoca desequilíbrio no ecossistema aquático, resultando na alteração da coloração da água, no surgimento de odores desagradáveis e, em alguns casos, na mortandade de peixes.
A gestão municipal informou também que já está em andamento o planejamento estratégico de um projeto de recuperação do Açude Velho. Conforme o Paraíba Atualiza apurou, o projeto se encontra na fase de levantamentos técnicos e elaboração dos estudos necessários para viabilizar os processos licitatórios. A expectativa da Prefeitura é que as intervenções tenham início no primeiro semestre de 2026.
Enquanto o projeto não sai do papel, a PMCG afirma que a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) mantém ações permanentes no local. Entre as medidas estão o monitoramento constante, a fiscalização ambiental para evitar o lançamento irregular de efluentes e a limpeza periódica da superfície da água, com retirada de folhas, resíduos sólidos, materiais flutuantes, animais mortos e outros elementos que possam comprometer a qualidade ambiental do Açude Velho.



