Vereador Adriano Martins denuncia ameaças e perseguição política em Bayeux e cita ex-vice-prefeito Major Clecitoni, que nega as acusações

O presidente da Câmara Municipal de Bayeux, vereador Adriano Martins, afirmou publicamente estar sendo alvo de perseguição política e ameaças de morte, que, segundo ele, teriam sido feitas pelo ex-vice-prefeito Major Clecitoni Francisco de Albuquerque — que integrou a gestão da ex-prefeita Luciene Gomes, conhecida como Luciene de Fofinho. As declarações do parlamentar foram feitas em plenário e geraram grande repercussão na cidade, desenhando um cenário de tensão e insegurança no meio político local.

O Paraíba Atualiza apurou que, de acordo com Adriano Martins, o conflito com o Major teve início em 2020, quando ele foi retirado da chapa de reeleição de Luciene Gomes e, segundo suas palavras, “traído” no dia da convenção partidária. “Eu fui traído em um dia da convenção”, declarou o vereador, lembrando que havia sido vice-prefeito no primeiro mandato de Luciene e seria o nome natural para a reeleição, mas acabou sendo substituído por Clecitoni.

Desde então, a relação entre os dois nunca mais foi boa. O Paraíba Atualiza confirmou que, após o retorno de Adriano à Câmara e sua eleição como presidente, as disputas políticas se intensificaram. “O objetivo agora é me tirar da presidência da Câmara — e isso está sendo buscado à base de denúncias e de medo”, afirmou o vereador, classificando as acusações que recebe como “infundadas e cheias de inverdades”.

Durante seu discurso, Adriano também afirmou que há o que chamou de um “quarteto do mal”, formado, segundo ele, por “um vereador, um blogueiro, o ex-vice-prefeito e o marido da ex-prefeita”, cujo objetivo seria atacá-lo e desmoralizá-lo. O parlamentar foi duro ao citar o Major Clecitoni: “Ele foi vice-prefeito da maior história de corrupção da cidade; não fez uma denúncia e agora denuncia de modo infundado”, disse.

Clecitoni nega acusações e cita investigação sob sigilo

O ex-vice-prefeito Major Clecitoni Francisco de Albuquerque respondeu às denúncias feitas pelo presidente da Câmara Municipal. Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta quarta-feira (8), ele negou categoricamente qualquer envolvimento nas supostas ameaças de morte.

Procurado pela imprensa, Clecitoni afirmou que não pode se manifestar em detalhes, pois o caso está sob sigilo na 4ª Promotoria do Ministério Público de Bayeux, mas deixou clara sua indignação com o teor das acusações.

“Não posso expressar nada, pois está sob sigilo na 4ª Promotoria do Ministério Público de Bayeux. Posso somente afirmar que nunca existiu e nem irá existir tais alegações”, declarou o ex-vice-prefeito.

Ainda segundo Clecitoni, as declarações do vereador são “inverídicas e irresponsáveis”, e o caso será tratado de forma legal e institucional. “Confio na Justiça e na verdade. Quem não deve, não teme”, teria dito em outro trecho da entrevista.

As acusações e respostas movimentaram o cenário político de Bayeux, especialmente em meio à disputa pelo comando da Câmara Municipal e pela gestão de recursos públicos, incluindo cerca de R$ 500 mil provenientes do Fundeb, previstos para o próximo ano.

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Rômulo Teodorico

Rômulo Teodorico é jornalista formado pela UFPB, com ampla experiência em assessoria parlamentar e institucional. Fundador do portal Paraíba Atualiza, dedica-se à comunicação regional com foco em credibilidade e informação de qualidade.