Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) iniciaram nesta segunda-feira (22) uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada em assembleia geral da Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb), realizada na última quinta-feira (18), com participação dos campi de Campina Grande, Araruna, Guarabira, Monteiro, Catolé do Rocha, Patos e João Pessoa.
O Paraíba Atualiza apurou que a categoria cobra o pagamento do retroativo das progressões de carreira, a recomposição do orçamento da universidade com o cumprimento da Lei de Autonomia (nº 7.643/2004), novos concursos para docentes efetivos – já que 393 professores atuam como temporários – e ainda a instalação de uma mesa de negociação para tratar das perdas salariais acumuladas nos últimos quatro anos, que chegam a 22,9%.
Dívida milionária
Segundo o sindicato nacional (ANDES), a dívida com os professores da UEPB já ultrapassa R$ 75 milhões em retroativos de progressões de carreira. O valor se refere ao período de 2018 a 2023, quando as progressões foram congeladas pela Lei Estadual nº 10.660/16.
O Paraíba Atualiza confirmou que, em 2024, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apresentou uma proposta de acordo com deságio de 40% e parcelamento em 42 meses. A proposta foi rejeitada pelos docentes, que mantêm a paralisação enquanto aguardam novas negociações.



