Uma moradora de Bayeux procurou o Portal Paraíba Atualiza nesta quinta-feira (26) para denunciar dificuldades no acesso a consultas com neurologistas e psiquiatras no município. Segundo ela, a nova forma de regulação implantada pela Secretaria de Saúde tem provocado transtornos, mesmo para pacientes que já são acompanhados por especialistas há anos.
De acordo com o relato, até pacientes com prontuários antigos e encaminhamentos anteriores estão sendo obrigados a refazer todo o processo de marcação, o que, segundo a denunciante, gera atrasos de até três meses apenas para receber uma ligação com a data da consulta. Ela afirma que a mudança tem afetado mães atípicas, idosos e outras pessoas que dependem do serviço especializado, destacando que esse tipo de espera compromete a saúde mental e a qualidade de vida de quem precisa de acompanhamento contínuo. “Arrumar a casa à custa do sofrimento da população não é justo”, desabafou.
Procurada pelo Paraíba Atualiza, a secretária de Saúde de Bayeux, Soraya Galdino, reconheceu que houve uma mudança no sistema de regulação, mas afirmou que os atendimentos seguem sendo realizados. Ela explicou que todas as crianças atípicas continuam recebendo assistência no CRIS (Centro de Reabilitação Integrado de Saúde), com atendimentos semanais de neurologia e psiquiatria, além do suporte oferecido pelo CAPS.
Sobre os retornos, Soraya esclareceu que a periodicidade é definida exclusivamente pelo médico, com base na urgência de cada caso. “Se o médico avaliar que o paciente precisa voltar em 15, 30 ou 90 dias, isso será respeitado conforme a gravidade”, afirmou. Ela também destacou que pacientes com doenças crônicas devem ser acompanhados pelas equipes de saúde da família (PSF), que podem sinalizar casos mais urgentes à regulação para marcação imediata.
A secretária garantiu que nenhuma mãe atípica está desassistida. “Elas têm acesso ao sistema e, se precisarem de qualquer coisa, estaremos atentos para garantir o atendimento”, disse. Soraya reforçou que a organização do sistema visa melhorar o fluxo e priorizar os casos mais urgentes, mas que o acompanhamento pelas unidades básicas de saúde continua sendo fundamental para todos os pacientes.



